Confira 12 dicas para você não cair na malha fina do Imposto de Renda

Confira 12 dicas para você não cair na malha fina do Imposto de Renda

Carlos Paleo da Rocha, mestre em contabilidade e professor da Estácio (Fargs), elaborou 12 dicas para reduzir as suas chances de cair na malha fina.

A declaração do Imposto de Renda referente ao ano base 2014 já poderá ser enviada a partir do próximo dia 06 de março. No entanto, para que tudo ocorra da forma tranquila, sem tropeços e confusões, especialistas recomendam que os contribuintes se planejem e reúnam todas as informações necessárias, evitando assim que o preenchimento fique para o último dia do recebimento, que neste ano está marcado para 30 de abril.

É preciso, por exemplo, ficar atento ao aumento do valor do imposto neste ano. Um dos motivos, segundo especialistas, é o fato do Congresso ter aprovado a correção de 6,5%, que supostamente amenizaria a situação dos contribuintes. No entanto, a Presidente Dilma vetou o reajuste e depois concedeu 4,5%. O outro fator é a manutenção de valores baixos como limites para as despesas dedutíveis (aquelas que podemos descontar) da base de cálculo do IR, principalmente aquelas referentes a educação e dependentes, que atualmente estão em R$ 3.375,83 e R$ 2.156,52, respectivamente.

Para este ano, confonforme publicado anteriormente no administradores.com.br, a novidade é a realização da declaração online, via e-Cac, além de um aplicativo que possibilitará que o contribuinte informe dados de pagamentos e recebimentos durante todo o ano (essas informações poderão ser importadas na DIRPF).

A tabela progressiva para o cálculo do imposto será a seguinte:

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Para reduzir as suas chances de cair na malha fina, abaixo você confere 12 dicas do mestre em contabilidade e professor da Estácio (Fargs), Carlos Paleo da Rocha:

1) Organize todos seus comprovantes, principalmente os referentes a gastos com educação e saúde, que podem precisar de comprovação;

2) Declare todos os rendimentos recebidos – sejam eles salários, proventos, aposentadoria, pró-labores, aluguéis e outros;

3) Declare o rendimento do cônjuge quando a declaração for em conjunto;

4) Declare o resultado da subtração entre os rendimentos tributáveis e os rendimentos isentos e não tributáveis. Ambos são informados no comprovante de rendimentos fornecidos pela fonte pagadora (empresa);

5) Digite a vírgula como separador de centavos, jamais o ponto – O programa gerador da declaração não considera o ponto como separador de centavos, fazendo com que o valor fique errado;

6) Declare prêmios de loterias e de planos de capitalização na ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”;

7) Declare planos de previdência complementar na modalidade PGBL como dedutíveis, até o limite 12% do rendimento tributável declarado. A legislação não permite dedução de planos de previdência complementar na modalidade VGBL;

8) Não declare doações a entidades assistenciais – A legislação só permite doações efetuadas diretamente aos fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e limitadas em até 6% do imposto devido;

9) Não declare o 13º salário como rendimento tributável. Ele é um “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”;

10) Declare os ganhos ou perdas de renda variável, quando operar em bolsa de valores;

11) Não declare despesas com planos de saúde de dependentes não relacionados na declaração do IR. O contribuinte, titular de plano de saúde, não pode deduzir os valores referentes ao cônjuge e aos filhos quando eles declaram em separado. Só são dedutíveis na declaração os valores pagos a planos de saúde de pessoas físicas consideradas dependentes pela legislação, incluídas na declaração do responsável;

12) Declare os ganhos ou perdas de capital quando são vendidos bens e direitos.

 

Fonte: administradores.com.br

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